Sábado, Setembro 10, 2011

Quando

Quando você desceu ao mundo,
eu ainda acreditava que
sempre havíamos existido,
antes mesmo de nossas concepções,
Como estrelas, observando lá de cima
um mundo estranho a girar
Com um desejo inquieto
Dessa loucura participar.

Quando estrela, tu deixavas de ser
E crescia em um ventre, bem estava ao seu lado
Falava com você – Não me ouviste?
Nem aquelas histórias imaginárias?

Quando sua luz iluminou o mundo,
Eu fui te visitar.
Abri a geladeira, e tomei um copa de coca cola
Estava geleda e então você chegou
Nunca vi algo tão belo (e nunca verei)
E concordei com o sábio nome
Que te deram

Domingo, Junho 05, 2011

Imagine se você chamasse Lívia,
Lígia, Lídia ou outro nome romano qualquer
Ainda te amaria assim?
Ainda te acharia linda?
Leria nos seus olhos uma vida feliz
Ou a linha que seu sorriso faz
Que aponta sua pele lisa
E as curva, onde te olho mais
Se eu iria, para Lima, Líbia
Te ver, Me lixaria com todo resto?
Te daria uma flor lis?
Colhida no sul da Frígia
Limpa de todo sua terra?

Samba

Botei fé na sorte
Planejei tudo já
Amanhã, seu coração será sorteado,
Espero ter a dezena certa
Espero é ter você do meu lado.
Ah, se tudo der errado ...
Terei de perdir reforços,
Tudo está armado,
Pelo menos, no meu coração.
Ah, essa imagem não sai de mim
Preciso saber se esse sorriso
é só sorriso. Ou é algo mais?
Espero em você minha redenção
Dos meus tantos erros, quero seu perdão.
Quero ser quem você esperava
Quero falhar, como todos falham
Mas, quero ver o amor no seus olhos
jogarmos tudo pro alto
E ser feliz,
Como num samba ...

Terça-feira, Maio 31, 2011

Caminho

Tomei duas decisões na vida
de que não me arrependo
Venci com determinação e esforço
muito sacrifício.
Agora, sou chamado a uma decisão mais importante ainda
Estou inseguro
É isso que quero da vida?
Nem eu estou livre da burocracia?
Espero que isso seja secundário
E, que na minha biografia, sei lá
apreça como hobby ou sustento
Mas, eu quero ter biografia?

Quinta-feira, Abril 14, 2011

Abril in Albis

Há tempo ...
Tantas atribulações,
Tantos compromisssos
Esqueci que aqui existia
E abril passou em branco,
Ao forjo este post ...

Domingo, Março 20, 2011

O que?

O que realmente nos dá vida?
O que realmente nos dá sentido?
O que, sem isso, tudo seria vazio?
De que isto é feito?
Qual é sua substância?
O que supera o corpo?
O que supera a alma?
O que realmente não vai?
Fica, Dorme, Acorda

Até sempre!
Mas, até quando?
Ou, até logo ...
Realmente, até lá

[...] não me orgulho disso[....]

Esqueça as pequenas mentiras
que eu te contei
Na epóca que te amava

Fiz de tudo para ter você
E Não me arrependo
Mas, Não cobre de mim a verdade

Se você realmente não me ama
como você diz
Então, me esqueça
E não vasculhe a minha vida
como se importasse por ela

Se não, nem essa amizade
que ainda se tem algum apreço
valerá alguma coisa

O erro foi meu, sou culpado
não me orgulho disso
Mas, sinceramente:
Você não tem nada a ver com isso!

Domingo, Março 13, 2011

Imagine-o como um Sol

Imagine-o como um Sol
Todos que o olham diretamente, se cegam
Portanto, devemos conhecê-lo de forma indireta ...
E são várias: ver sua Luz que inunda o mundo, talvez com alguns óculos especiais, fotos de satélites...
Cada meio, uma visão parcial.
Conhecemos em Parte.
Portanto, como atingir a real verdade?
Não há como chegar
Por isso, devemos ser modestos.
Devemos ter nossas convicções, mas sempre temos que pensar que o outro lado pode estar certo.
Humildade.
Talvez, a verdade comece por aí ...

Segunda-feira, Março 07, 2011

a casa venceu o homem

Este palácio era sua fortaleza
Onde, mui cansado das batalhas
Esperava, enfim, repousar

Mas, este palácio, sabe-se lá
Se por graça ou carência
Obstacularizava tal descanso
Pondo-se em eterno reparo

Ora, o dono destas terras,
Era disso que mais gostava
Um desafio novo a cada dia
Era feliz em cuidar daquela casa

Suas férias eram traduzidas
em trabalho no seu castelo
Onde reinava soberano
Naquele reino tão singelo

Pois, em um dia
Que as nuvens comemoraram
Seu próprio carnaval
Jogando graça
E Água em foliões desavisados

A casa finalmente venceu ...

Num Xeque-Mate
esperou o homem cansar
De tanto destrato, tanto desamor
Por uma coisa que tanto cuidou

Cuspiu vidro, grafos, lama
De modo que,
o homem não suportou o drama

Agora, Casa, eu me pergunto
ao tratar tão mal
quem sempre te amou
A que merce tu ficarás?

Não há de encontrás por aí
O homem que te adora como filha
O homem que te construiu
e que, Por ti, tanto zelou ?

Cuidado, todas cansam
E, sua vitória pode ser
seu abandono