Domingo, Abril 04, 2010

Paralela

E as paralelas dos pneus na água das ruas/ São duas estradas nuas em que foges do que é teu



É a noite, tento me perder em sonhos,até que amanheça.



O relógio denuncia um horário não apropriado.Já deveria estar um pouco apagado.



Minha isônia é você,ficar pensando como seria tudo sem te perder.



Num sonho tão real, vejo um baú e uma chave, onde posso ter o que é meu.



Acordo, então, e me supreendo. Sua foto está no meu celular. Nossa foto está lá. Delírio matinal ...



Quando te vejo, vens correndo, como se ao menos uma vez tivesse ansiosa em me ver. E, me beija como se menos uma vez me amasse. E me abraça, como se ao menos uma vez isso importasse.



Eu não sei o porquê, mas não sou doido de discutir. Só respondo em gesto o quanto você é importante para mim.



Mais tarde, quando converas com suas amigas, meio transtornado, meio homem mais feliz do mundo, pergunto a um amigo, como tudo aquilo aconteceu. Finjo não lembrar. Meio assutado, me responde e me conta a mais bele história de amor. Que naquela noite de dezembro, foi diferente do que eu lembrava. E que em maio, era comigo que ela namorava.

É fim da manhã. E, nessa realidade também trabalhava ...

Mas, faltei, isso não era para sempre.

Apenas um dia em que eu pude aproveitar.

A noite saímos, com o casal amigo.

Tudo era tão perfeito, logo tinha que acabar. Sem contar ... Sem contar ...

Copacabana, essa semana o mar sou eu.












1 comentários:

Gustavo disse...

Voce tá se superando!
Excelente texto, Daher!@