Este palácio era sua fortaleza
Onde, mui cansado das batalhas
Esperava, enfim, repousar
Mas, este palácio, sabe-se lá
Se por graça ou carência
Obstacularizava tal descanso
Pondo-se em eterno reparo
Ora, o dono destas terras,
Era disso que mais gostava
Um desafio novo a cada dia
Era feliz em cuidar daquela casa
Suas férias eram traduzidas
em trabalho no seu castelo
Onde reinava soberano
Naquele reino tão singelo
Pois, em um dia
Que as nuvens comemoraram
Seu próprio carnaval
Jogando graça
E Água em foliões desavisados
A casa finalmente venceu ...
Num Xeque-Mate
esperou o homem cansar
De tanto destrato, tanto desamor
Por uma coisa que tanto cuidou
Cuspiu vidro, grafos, lama
De modo que,
o homem não suportou o drama
Agora, Casa, eu me pergunto
ao tratar tão mal
quem sempre te amou
A que merce tu ficarás?
Não há de encontrás por aí
O homem que te adora como filha
O homem que te construiu
e que, Por ti, tanto zelou ?
Cuidado, todas cansam
E, sua vitória pode ser
seu abandono
2 meses atrás


1 comentários:
Genial, como sempre...
"Cuidado, todas cansam
E, sua vitória pode ser
seu abandono"
Um verso tão significativo, que diz muito, dizendo pouco!
Parabens!
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